Tem um pedaço engraçado que fala sobre quando João Gilberto veio para o Rio integrar os Garotos da Lua, que eram regulares na Rádio Tupi e, portanto, uma oferta irrecusável para o rapaz que queria ser um cantor famoso, um novo Orlando Silva. Como o serviço não daria verba o suficiente para ele se sustentar, sua família, bem relacionada, arranjou-lhe um emprego no gabinete de um deputado federal. Mas nem como funcionário público fantasma o João Gilberto deu certo! O trecho:
A carta de recomendação de tio Walter a outro tio seu, o deputado baiano Rui Santos, casado com uma irmã de sua mãe, valera a João Gilberto um cargo remunerado como escriturário no gabinete deste, na Câmara dos Deputados do Distrito Federal, no Centro (...). Ele foi contratado, mas a carta esquecera-se de acrescentar que o novo funcionário não teria a obrigação de comparecer ao trabalho. João esquecia-se de cumprir até o dever mínimo do funcionário exemplar: pendurar o paletó no cabide, ir à vida e passar para recolhê-lo ao fim de cada expediente. Um ano depois de nomeado, quando a ausência de seu paletó no cabide começou a ficar excessivamente conspícua no Palácio Tiradentes, tiveram de demití-lo.E uma trilha sonora apropriada para este post:
Joao Gilberto(Tom Jobim/Vinicius) - Chega de Saudade
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