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sábado, 6 de novembro de 2010

Dois meses de ausência

Vejo que fiquei exatamente dois meses fora do ar nesse blog.

Eu poderia dizer que houve falta de assunto, mas isso é desculpa esfarrapada: em um blog, em que se pode discutir qualquer coisa, como alguém pode ficar com falta de assunto?! Óbvio que esse não foi o motivo.

A razão verdadeira é que estou cansada de escrever, e isso não está afetando só este blog (o que é pior): está tendo reflexos na minha vida cotidiana, posto que escrever é minha principal ferramenta de trabalho. Vejo que meus textos não têm saído com o mesmo sabor de tempos atrás e isso me desestimula ainda mais. Entrei num vale de produção e estou tentando arranjar meios de me resgatar desse estágio atual.

Primeiro de tudo, paciência. Acho que qualquer um enfrenta problemas como esse, e, penso eu, só o tempo e a persistência podem mudar o quadro. Mas o primeiro passo acredito que já dei: apenas escrevendo este texto, já me movimento da letargia em que me enterrei nos últimos tempos...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Adeus, meu amigo...

Estou no trabalho e o celular toca. É minha mãe, que mora em outra cidade e nunca me liga no horário de trabalho (nem no meu horário, nem no dela).

"Oi, filha, você está com a sua irmã?"

"Não, mãe, estou no trabalho, em reunião. Não sei que horas volto para casa."

Silêncio.

"Sabe que é, filha, é que o veterinário esteve lá em casa e o Pit não está bem do coração, está doente."

Meu cachorrinho Pit

Pit é o cachorro de 17 anos que tenho desde menina e que, infelizmente, não pude trazer para o Rio quando me mudei para cá. Minha mãe jamais telefonaria no horário de trabalho só para dizer que ele estava doente. Desconfio do pior.

"Mãe, você não está só dizendo isso para amortecer o impacto da notícia, né? O Pit já está morto?"

Depois de um pequeno silêncio, ela diz "Não" três vezes. As três vezes não me convencem e desligo o telefone certa de que ele morreu.

As horas no trabalho não passam e, ainda por cima, me forço a ir à academia. Não consigo me concentrar nos exercícios e vou embora para casa mais cedo.

A cada passo mais perto de casa, minhas pernas enfraquecem, ficam pesadas, e meus olhos ardem. Quando finalmente fecho a porta atrás de mim, dou vazão às lágrimas e reúno coragem para ligar para a casa dos meus pais e confirmar a triste notícia.

Jamais haverá outro cachorro como o Pit. Um vira-lata inteligente, valente e, sobretudo, companheiro. Durante seu "reinado" como bicho de estimação na nossa casa, tivemos mais dois cachorros que não conseguiram se adaptar a ele (e nem ele aos outros), nos levando ao dilema do "ou eu ou ele". Sempre escolhemos o Pit.

Dos 11 aos 28 anos ele foi meu amigo. Vivi mais tempo da minha vida com do que sem ele; como, de repente, me acostumar à sua ausência?!

Poucos entendem a dor que sinto e sei que posso até virar piada para algumas pessoas, para quem cachorros são apenas animais irracionais e inferiores a nós. Isso é porque elas nunca tiveram um Pit em suas vidas.

Só posso agradecer a Deus por ter me abençoado por 17 anos com esse cachorro sensacional. Vai com Ele e São Francisco de Assis, meu amigo! A gente ainda se encontra um dia.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Google-ditadura

Meu post sobre o Air Supply não gerou o efeito que eu esperava. Queria divulgar o trabalho do grupo, mas como - na inocência - coloquei link para o download de uma música deles, o Google disse que eu estava infringindo os direitos autorais e achou por bem deletar todo o post, sem mais. Em vez de me alertar, para que eu pudesse consertar meu erro, optaram logo pela atitude punitiva e arbitrária. Simplesmente lamentável.