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sábado, 24 de janeiro de 2009

As 100 obras-primas da música clássica - parte 10

Eis o último post sobre a megacoletânea "Top 100 Masterpieces of Classical Music"! O último CD da coleção vai de 1894 a 1928 e encerra com o Romantismo. Depois desta fase, houve o aparecimento do Modernismo, mas não sei o porquê desta coletânea ignorar este período da música clássica.

Este CD, a meu ver, é um dos melhores da coletânea. As músicas que o compõem são:

1) Fanfarra de "Assim falou Zaratustra", de R. Strauss (conhecidíssima como a "música dos macacos" em 2001 - Uma odisséia no espaço)
2) Adagietto da Quinta Sinfonia de Mahler (belíssimo)
3) "Finlândia", de Sibelius (que acabou virando o hino nacional daquele país)
4) "Dança do besouro", de Kimsky-Korsakov (muito divertida!)
5) Trecho "Meditação" da ópera "Thais", de Massenet
6) Marcha nº 1 de "Pompa e Circunstância", de Elgar (a "música de formatura")
7) "Humoresque", de Dvorak
8) "Valsa Triste", de Sibelius
9) Valsa "Sangue Vienense", de J. Strauss II
10) "Bolero", de Ravel

Como já coloquei na lateral do blog, eu estou completamente apaixonada por "Meditação", de Massenet. Mas, ao procurar um vídeo para postar aqui, me vi diante de um dilema: há duas interpretaçõs muito bonitas, mas de formas muito distintas. Com a violinista americana (descendente de coreanos) Sarah Chang, tem-se uma apresentação leve, fluida e tecnicamente perfeita. Já a violinista holandesa Janine Jansen, embora com algumas poucas falhas, traduz uma emoção muito maior à peça de Massenet. A qual escolher? Técnica ou emoção?

Além da emoção que ela colocou na sua execução, vou colocar o vídeo da Janine Jansen por um outro motivo, mais engraçado: é que Massenet, quando compôs "Meditação", fez um final falso que sempre engana uma audiência que não está acostumada a essa peça - exatamente o que aconteceu neste vídeo, de um concerto de rua.



E acabou! Para ver a sequência de posts sobre as 100 obras-primas da música clássica, é só resgatar no arquivo de janeiro do blog.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

As 100 obras-primas da música clássica - parte 9

E está acabando! Chuif...

Este é o penúltimo CD da coleção "Top 100 Masterpieces of Classical Music". Abrange o período de 1877 a 1893, chegando quase à virada do século e ao princípio do fim da era romântica.

O track-list:

1 - A Polonesa da ópera "Eugene Onegin", de Tchaikovsky
2 - Sinfonia nº 9 ("Sinfonia do Novo Mundo"), obra-prima de Dvorak
3 - A "Valsa das Flores", do balé "O Quebra-nozes", clássico de Natal de Tchaikovsky
4 - "Alborado" de "Capricho Espanhol", de Rimsky-Korsakov
5 - "À Primavera", de Grieg
6 - "Dança Eslava nº 2", de Dvorak
7 - A introdução do balé "A Bela Adormecida", de Tchaikovsky
8 - O trecho "Morte e Marcha Fúnebre de Siegfried", da ópera "O Crepúsculo dos Deuses", de Wagner
9 - "Canções que minha mãe me ensinou", de Dvorak
10 - "Valsa do Imperador", de J. Strauss II

A minha escolha nessa seleção tem mais a ver com minha memória afetiva do que as anteriores. Eu adoro a "Valsa das Flores" porque me traz lembranças muito boas da minha infância, vendo "O Quebra-nozes" na época de Natal. Sem contar que é a valsa preferida de minha avó (era também a de minha bisavó).

É engraçado lembrar disso, porque eu sempre tive a ideia de que minha vó gostava de músicas velhas demais para a idade dela. A "Valsa das Flores" foi composta no século passado e ainda fazia sucesso quando minha vó era menina? Como assim?

Depois é que soube que ela havia sido composta em 1892. Ou seja, quando minha avó era menina, a valsa só tinha 40 anos. Traçando um paralelo, é igual ao fato de eu gostar da música dos Beatles, por exemplo. Achei muito curioso isso.

Neste vídeo, a peça é executada pela Orquestra Filarmônica de Berlim, conduzida pelo maestro inglês Simon Rattle.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

As 100 obras-primas da música clássica - parte 8

O oitavo CD da coletânea "Top 100 Masterpieces of Classical Music" cobre o período de 1867 a 1876. O álbum conta com as seguintes faixas:

1 - Trecho do Concerto para piano nº 1 em Si Bemol Menor (1º mvt), de Tchaikovsky
2 - "Canção de ninar", de Brahms
3 - "Die Moldau", de Smetana
4 - "Cavalgada das Valquírias", da ópera "A Valquíria", de Wagner
5 - "Amanhecer", de Grieg (composta para a trilha sonora da peça de teatro "Peer Gynt", de Ibsen)
6 - "Os Toreadores", da ópera "Carmen", de Bizet
7 - "Notturno", do balé "Copélia", de Delibes
8 - "Marcha Eslava", de Tchaikovsky
9 - O intermezzo da ópera "L'Arlesienne", de Bizet
10 - "O Danúbio Azul", de J. Strauss II

Gosto de tantas músicas neste CD que vai ser difícil selecionar apenas duas. Optei por colocar duas peças diametralmente opostas: é a leveza de "Amanhecer", de Grieg, frente à vigorosa e animada "Os Toreadores", de Bizet.

Neste vídeo, "Amanhecer" é interpretada pela Orquestra de Jerusalém.



E agora uma execução brazuca para a peça de Bizet: a Orquestra Sinfônica de Poços de Caldas. Lindo de ver como as pessoas batem palmas e pedem bis! É para enterrar de vez a besteira de que música clássica não é para o povo. (O maestro faz um discurso antes da execução. Querendo pular, espere o vídeo carregar e depois coloque por volta dos 2 minutos).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As 100 obras-primas da música clássica - parte 7

Voltando à programação normal, falo agora do sétimo CD da coletânea "Top 100 Masterpieces of Classical Music". Este álbum abrange o período de 1854 a 1866, era romântica.

O track-list do CD é o seguinte:

1 - Opereta "Orfeu no Inferno", de Offenbach (foto)
2 - Melodia em Fá - Rubinstein
3 - "Os Prelúdios", de Liszt
4 - "Valsa", de Brahms
5 - Abertura da ópera "A força do destino", de Verdi
6 - "Eu te amo", de Grieg
7 - Abertura da ópera "A noiva vendida", de Smetana (ou Smetna) Curiosidade: assim como Beethoven, Smetana também continuou a compor, mesmo estando completamente surdo.
8 - "Barcarolle", da ópera "Os contos de Hoffman", de Offenbach
9 - "Tritsch-Tratsch Polka", de J. Strauss II
10 - Abertura de "Cavalaria ligeira", de Suppé

Minha seleção é "Barcarolle", de Offenbach. Considerada por muitos a sua obra-prima, Offenbach nunca viu "Os contos de Hoffman" ser interpretada. Compôs a ópera quando estava muito debilitado, e esta só veio a ser apresentada cinco meses depois de sua morte.

A melodia fluida, feita para ser cantada por uma soprano e uma mezzo-soprano, tem a seguinte letra:

O tempo voa e carrega
nossos carinhos delicados para sempre!

O tempo voa para longe deste oásis feliz

e não volta mais.

Zéfiros ardentes,
nos envolvam com suas carícias!
Zéfiros ardentes,

deem-nos seus beijos!
Seus beijos! Seus beijos! Ah!


Noite adorável, oh noite de amor,

sorria às nossas alegrias!

Noite, tão mais doce que o dia,
oh linda noite de amor!
Ah! Sorria às nossas alegrias!

Noite de amor, oh noite de amor!

A apresentação abaixo corta uma pequena introdução (um minuto e meio sem voz, só orquestra) e vai direto para a parte vocalizada. É belissimamente interpretada pelas irmãs Irina e Cristina Iordachescu.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

As 100 obras-primas da música clássica - parte 6

Passamos da metade da coletânea "Top 100 Masterpieces of Classical Music". O sexto CD vai de 1842 a 1853, com o Romantismo a pleno vapor. Neste álbum, temos Mendelssohn, Liszt, Verdi, Wagner, Schumann e Suppé.

As faixas são as seguintes:

1 - A chatíssima "Marcha nupcial" de Mendelssohn, da ópera "Sonho de uma noite de verão";
2 - "Liebestraum" (algo como "Sonhos de amor", em alemão), de Liszt;
3 - Abertura da ópera "Nabuco", de Verdi;
4 - "O camponês feliz", de Schumann;
5 - Rapsódia Húngara nº2, de Liszt;
6 - A ópera "Lohengrin" (do Prelúdio ao Ato 3), de Wagner;
7 - Ópera "La Traviata" (do Prelúdio ao Ato 1), de Verdi;
8 - Ópera "Tannhäuser" (trecho: "Chegada dos convidados a Wartburg"), de Wagner;
9 - Concerto para violino em Mi Menor (2º mvt), de Mendelssohn;
10 - Abertura de "O Poeta e o Camponês", de Suppé.

Minha peça preferida desta seleção é o Liebestraum, de Liszt. No vídeo abaixo, a peça é interpretada pelo pianista russo Evgeny Kissin (o visual do rapaz é excêntrico, mas sua execução é muito bela).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

As 100 obras-primas da música clássica - parte 5

O quinto álbum da coleção abrange o período de 1811 a 1841, o início da fase romântica da música clássica (que perduraria até o século 20). É uma seleção eclética que contempla Schubert, Rossini, Mendelssohn, Schumann, Weber e Chopin.

E é com Chopin que, a meu ver, este CD comete a maior injustiça. Deste genial compositor que tornou a música clássica tão íntima, temos apenas uma - eu disse uma! - peça. Talvez pelo fato de ele ser meu compositor preferido eu esteja falando mais pelo coração do que pela razão, mas eu sinceramente esperava pelo menos o tão famoso Noturno nº 2, talvez o maravilhoso Estudo nº 3. Mas não: temos, em seu lugar, Polonesa em Lá Maior Op. 40 nº 3 ("Militar"), e apenas essa.

No mais, a coletânea apresenta duas peças de Mendelssohn, a abertura da ópera "O barbeiro de Sevilha" do Rossini, quatro composições de Schubert (entre elas, a belíssima "Ave Maria"), a abertura da ópera "O franco-atirador", de Weber, e "Traumerei", de Schumann.

Fico então com Chopin (um Chopin é melhor que nenhum Chopin), na interpretação do pianista israelense Tzvi Erez:



E mais esta Sinfonia nº 4 ("Italiana") de Mendelssohn, uma música para levantar o astral. Neste vídeo, ela é interpretada pela Filarmônica de Nova York, sob a batuta do maestro Leonard Bernstein: