Biografia
Portador de depressão clínica, Nick Drake jogava em suas músicas todas as angústias que os remédios não davam jeito. O resultado são canções belas demais para caber em qualquer peito, qualquer mente - e talvez por isso a geração anos 70, solar, floral, cheia de perspectivas, não tenha digerido muito bem isso.
Nick Drake era uma pessoa contraditória: apesar de sonhar com o sucesso como cantor, não conseguia se conectar com seu público e se recusava a participar de qualquer ação promocional. Segundo relatos, nos poucos shows que se propôs a fazer, mal dirigiu duas palavras ao público, parava o concerto muitas vezes para afinar o instrumento para tocar a próxima música. E foi assim, sem o sucesso que almejava, que o cantor-violonista-compositor suicidou-se acidentalmente em 25 de novembro de 1974, com apenas 26 anos.
O álbum preferido
Minha obra preferida do Nick Drake é justamente o último disco, Pink Moon, todo feito apenas em violão (exceção da faixa-título, que tem também um piano, tocado por ele). Na primeira vez em que ouvi essas músicas, não pude tirar da cabeça a beleza crua de tudo aquilo, a poderosa força que invadia meu coração e fazia com que ele ficasse três vezes mais pesado (mais ou menos como o Grinch no Natal). Era tudo lindo demais para ser suportado, e sucumbi. Mas era um desabafo bom, que me fez bem, e eu quis ouvir mais. Quando escutei seu álbum mais trabalhado, Bryter Layter, me deparei com a maravilha que é Northern Sky e desejei muito que aquela música tivesse sido feita para mim.
Mais, não direi: porque falar sobre a música de Nick Drake é tentar explicar o que é Picasso, Van Gogh, Dali - não tem explicação, apenas coração. Ouçam e tentem me compreender:
Nick Drake na Last.fm
Elaine,
ResponderExcluirNão conhecia mesmo, mas vou procurar algo dele para ouvir...
Ah, já conhece meu blog de livros? Aqui: http://diarioleituras.blogspot.com/
Bjos,
Paulinha
Lindo o novo blog... Aproveitei para enviar minha inscrição no projeto 12 livros!
ResponderExcluirBjs!
"a poderosa força que invadia meu coração e fazia com que ele ficasse três vezes mais pesado (mais ou menos como o Grinch no Natal)" haha, gostei! Também não conhecia, vou procurar ouvir alguma coisa.
ResponderExcluirEu estou com muita vontade de assistir "500 dias com ela". Não só pela trilha sonora (que é muito boa, já ouvi inteira), mas pela Zooey Deschanel que eu acho linda, mesmo.
Beijos.
Veja sim, e não só pela trilha sonora ou pela Zooey Deschanel (concordo, linda mesmo). O filme é excelente, e ousaria dizer, uma das melhores comédias românticas que já vi nos últimos anos.
ResponderExcluirBjs!